a vida de uma poetisa em crise

23 de setembro de 2014 
















Chega! Já não existe mais a inspiração. Fui criança talentosa na minha solidão, pré-adolescente distante dos vícios que o mundo oferece. Sim, minha adolescência foi feliz, oh se foi. Mas e agora? Adulta, o mundo me toma, me rouba, rouba o que amo... Ah! lindos versos voltem...


30 de janeiro de 2013














E então já não há nada para ser feito, já não há sonhos para serem sonhados, nem mesmo há futuro, aqui me encontro perdida em um paraíso falso de conformidade, e me pergunto quando em fim poderei ver a luz de um futuro se aproximando... mas não a vejo, nunca... nunca... então me deito e durmo, aqui já não há mais poesia.

28 de outubro de 2013

















Já não há mais poemas baratos em minha mesa. O vinho acabou, a fumaça do carvão dissipou. Já não há folhas nem tinta na minha caneta. Antes não houvesse nada, antes não houvesse todo esse material capitalizado, só queria mesmo ter minha inspiração de volta, meus poemas de volta, minha vida de volta.



10 de julho de 2013
 
E então, em mais uma noite, nada tenho a escrever elem de tudo o que já escrevi, aqui estou, perdida em pensamentos, em um passado próximo, mas que está cada vez mais distante, fazendo-me perguntas que jamais poderei responder. Não ponho café na xícara, eu nem mesmo bebo, nem mesmo como, nem mesmo vivo, ai essa crise infinita... Quando? Quando voltarei a escrever?



24 de junho de 2013



Chego à crise da idade, na crise do existencialismo e penso no passado, vivo o futuro e apenas sonho com o presente que não virá até mim. Lembro-me dos dias em guerra, das noites jogada ao vinho, e da chuva que tanto me fez chorar. E já não consigo escrever, já não faço nada da vida, e a vida já não espera nada de mim...

Ah... Lembro-me de minha infância, dos milhares de cadernos escritos, e das folhas em branco jogadas fora, é tudo sonho,sonho e sonho só. Ai vem elas novamente, as lágrimas, as dores... Adeus... Eu choro e já não suporto escrever uma linha sequer.
 



21 de abril de 2013



Então o dia torna-se negro, e o sol desaparece entre as nuvens, feliz dia de chuva que acompanha minha triste saudade, aqui estou eu, sentindo-me envelhecer, adormeço na era da tecnologia e acordo em plena idade média em busca do meu amor. Hô que saudade dessa época que não vivi e mesmo assim sinto-a imensamente próxima ao meu ser.

Feliz dia sem sol, triste dia de solidão, aqui em meu quarto me pergunto onde está minha infância perdida, mas somente me vem as dificuldades da vida adulta, e no meu subconsciente ainda penso naquela época que não vivi, e sinto lágrimas rolarem por meu rosto.

Dirão talvez, esses pobres desentendidos, que não falo coisa alguma, que sou confusa e divago sobre temas sem nunca me prender a nenhum deles, e então lhes digo queridos leitores: sou jovem, e a juventude me causa essa nostalgia embriagante, fazendo-me já uma louca que não sabe o que quer dizer.

Apenas penso na época que não vivi, e sou espancada pela realidade desses tempos modernos. 




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07 de março de 2013


Eis que finalmente choegou o dia em que ela se foi, essa maldita falta de inspiração que me perseguiu por quase um ano, e então finalmente pude escrever poemas que vinheram da alma, e assim sendo sinto que minha crise parece ter me dado um tempo! E a felicidade bate em meu coração e torna-se versos! Versos esses que serão postados nesse meu querido blog!


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03 de março de 2013


E então chega o dia em que o jogo muda, os inimigos aproximam-se e tornam-se parte de sua vida que outrora lhe era tão agradável. E então você já não é humano cronqueto, é todo sensibilidade, e  nessa sensibilidade nos perdemos, mas lá ainda estamos... eu e a falta de inspiração!




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02 de março de 2013


A insônia chega inesperadamente diante de uma noite tranquila, aqui estou eu, em plena madrugada se nada para fazer a não ser gastar o pouco tempo que me resta escrevendo essas humildes linhas sobre o meu dia a dia, tão comum e irrelevante. E por mais que eu tente e me vire incessantemente para todos os lados, eu sei que a inspiração não irá voltar, e minha crise parece uma eternidade.

Já não largo os dias poetando, nem ao menos uma mísera linha, e já não sei o que fazer a não ser suportar essa angústia que se desenvolve dentro do meu peito. Inspiração volte e faça-me novamente viver!





01 de março de 2013

   
   Uma noite regada a vinho só poderia ser uma noite de inspiração, jogados ao aroma do chocolate... E da noite que poderia ser eterna, à risos inocentes de um casal que se ama infinitamente, entretanto lá estava ainda permanentemente minha falta de inspiração, tentando enlouquecer-me na angústia de coisas que eu simplesmente não podia vencer!

    Mesmo ao lado da pessoa que eu amo a inspiração não veio, e então lá estávamos os três, a minha vida, e o que estava acabando com meus dias felizes, essa maldita inspiração que já não vem... Um dia hô minha Deusa ela voltará?





22 de fevereiro de 2013

     E o dia tão temível havia em fim chegado, lá estávamos as duas... Companheiras que finalmente se encontravam depois de três anos consecutivos regados a poemas, vinho e solidão, mas esse não era qualquer ano, as coisas haviam mudado, e quem antes me fora companhia tornara-se inimigo, e o novo horizonte brilhava diante de um ano promissor. Tudo parecia pôr a mudança em meu caminho. E de alguma forma depois dos meus 600 e tantos poemas escritos eu sabia que o dia da chegada dela era próximo, mas não esperava que chegasse tão de repente.

     Mas lá estávamos as duas eu e a falta de inspiração, e o abismo que me separava da jovem que um dia eu fora... E então o que fazer nesse momento onde já não havia mais o que escrever? Foi então que me veio um pensamento sombrio, desses que só aparecem após uma noite mal dormida... E então deitada em minha cama perguntei-me: o que uma poetisa faria em um momento como esse de pura falta de inspiração? E então uma voz sussurrou-me: escrevas sobre o não escrever!

Sejam bem vindos!








 


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